sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Estava a caminhar, cheia de pensamentos, a viajar completamente dentro da minha cabeça, quase a atingir uma conclusão, a chegar ao meu  destino.
De repente, barraste-me o caminho. Seguraste-me pelos ombros para me impedir de avançar .
Procuraste chamar a atençao do meu olhar para que ficasssemos frente a frente, olhos nos olhos.
"Agora precisas de me ouvir, tenho um nó na garganta que preciso de desatar."
Pisquei os olhos algumas vezes para tentar entender-te. Pensei para mim própria: "Não, não quero ouvir isto, não agora." e virei a cabeça desviando o meu olhar de ti, como se fosse um reflexo daquilo que estava a pensar.
"Eu sei que vai parecer horrivel aquilo que vou dizer, mas não consigo esconder mais o que sinto."
Fechei os olhos com força e a minha cabeça gritava bem alto: "Não, não continues, não quero ouvir!"
Agarraste no meu queixo e viraste a minha cara de novo para ti. Cedi e abri os olhos.
"Eu gosto de ti, e estou disposto a fazer tudo para que fiquemos juntos, para que queiras estar comigo."
Senti os meus olhos lacrimejar, não conseguia dizer o que quer que fosse. Como se não soubesse que palavras usar, "Porquê, porquê eu?"
Olhavas-me desesperado, confuso, á espera de uma resposta... Como poderia estar com alguém que me estava proibido? Alguém que não me pertencia.
Puxaste-me para mais perto do teu corpo. Conseguia sentir o teu hálito quente com aroma a canela e café, conseguia ouvir o bater do teu coração. Mas o meu corpo não reagia. Não conseguias arrancar de mim qualquer movimento.
Aproximas o teu rosto do meu, os teus lábios dos meus e nesse momento os meus pensamentos deram um click.
Fechei os olhos e....

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