quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Pânico, medo, falta de ar, instabilidade, pavor, insegurança, desíquilibrio, terror, assombro, sobressalto, receio, preocupação e desassossego. Um frenezim de emoções...

Basta uma frase dita pela pessoa...Para te fazer sentir tudo isto...Tudo o que para ti é errado...E muito mais...

Derrota, desilusão, perda, fracasso, decepção, vazio, dissabor, miséria, perda de importância e valor.

Muitas vezes sem ser essa a intenção nas palavras...Sem ser essa a entoação...Mas tu sabes lêr as entre-linhas...Tu sabes o verdadeiro significado...

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Pequeno momento de Felicidade*

Dou dois passos em direcção a ti.Coloco os braço a volta do teu corpo e aperto-te junto a mim. Encosto a minha cabeça ao teu peito e fecho os olhos. Respiro fundi e sinto o teu perfume na tua camisola e o calor da tua respiração no meu cabelo. Sinto-me bem. É o meu pequeno momento de felicidade em toda esta tristeza. Dou por mim com um sorriso rasgado. Mas sei que numa questa de segundos te vais afastar, por isso faço-o primeiro. Coloquei as mãos no teu peito e empurrei-me para longe de ti. Simplesmente porque não quero que percebas o quanto preciso de ti e o quanto te tornaste importante. Tenho medo que te afastes por causa da minha proximidade. Apesar da distância tenho pelo menos este abraço. O meu pequeno momento de felicidade!

domingo, 4 de novembro de 2012

Tudo parece demasiado perfeito, até deixar de o ser, de um segundo para o outro, tiram-nos o chão debaixo dos pés e acaba-se tudo!
Agora há que esconder as lágrimas com um sorriso e o sofrimento com alegria...
Se me perguntarem se alguma vez vou voltar a acreditar no amor?! Provavelmente... Daqui a muito tempo, mas vai ser muito difícil quebrar a barreira de aço que se criou no meu coração...
Agora as únicas pessoas em quem confio são os meus melhores amigos. Nos verdadeiros! Aqueles que eu tenho a CERTEZA que me AMAM no verdadeiro sentido da palavra, e não só da boca p'ra fora... E que vão estar sempre lá pra me agarrar de cada vez que eu caír....

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Quando é que acaba? Este medo, esta insegurança, este receio contínuo.
Será que alguma vez acaba? Medo de não ser suficiente, insegurança em cada palavra que digo, receio de poder perder tudo numa questão de segundos.
O que é que eu tenho de fazer para que acabe? Simplesmente desistir de tudo? Ou esperar? Sentir este vazio em silêncio até que finalmente passe... Vai mesmo passar? Espero que sim...
Acho que é a única coisa que consigo realmente fazer... Esperar... Ensinaram-me a não desistir daquilo que amamos!

sábado, 14 de julho de 2012

Na vida de um Rapaz

"Prova!!", foi a última coisa que disseste antes de virares as costas e balancares o teu cabelo semi-encaracolado contra a minha cara. Senti o cheiro a morango do shampõ que te ofereci nos anos, aquele que já andavas a namorar há meses na montra da tua loja favorita.
Meses.. Parecem dias contigo. Já nos conhecemos há anos e sempre foste a minha melhor amiga. Parece que foi ontém o dia em que te conheci, estavas a chorar mas não sabias explicar o porquê. Típico de uma menininha de 4 anos. Eu tinha apenas 5 mas senti-me protetor e abracei-te, mesmo sem te conhecer, abracei-te. Desde então é a esse abraço que recorro sempre quando sei que não estás bem, quando vejo nos teus olhos aquela menina de 4 anos triste e confusa.
Nunca tivemos segredos, e víamos um no outro um porto-seguro com quem podíamos contar sempre.
Já há um cobertor e uma almofada que tu adoras em minha casa para aquelas noites em que os meus pais te convidam para jantar e ficas até tarde a ver aqueles tao antigos e vergonhosos albúns de fotografias. E já perdi a conta ás vezes em que a tua mãe armava uma verdadeira tenda na sala para as nossas noites de estudar até cair para o lado.
Já estams habituados aquelas típicas bocas do generos "vocês ficam tão bem juntos" ou "deviam namorar", talvez por estarmos habituados a ouvi-lo até da nossa família ou secalhar por estarmos mesmo cientes desse facto.
Há uns dias para cá comecei realmente a ponderar essa hipotese. Aquilo que sinto por ti é algo em que nunca tinha pensado e agora que veio á tona, tu és realmente importante, mais do que qualquer pessoa que já passou na minha vida. Tu permaneceste, todos estes anos. Posso até mesmo dizer que te a... Não... E se isto poder estragar esta amizade tão antiga e importante. Mas, ao mesmo tempo, e se poder resultar? E se tu sentires o mesmo? Fui falar contigo, disse-te que os meus sentimentos por ti estavam a crescer e foi isto que me disseste. "Prova!!" Não sabia o que tinha de fazer. Não estou habituado a ter provar o que quer que seja contigo. Pensei em ligar a uma das tuas amigas, talvez aquela loirinha, ela podia-me ajudar a escolher uma prenda para ti. Ou então ligava á tua mãe, ela iria saber de algo que tu gostasses.  Mas nada disso está sequer perto de ser suficiente para alguém como tu.
Depois fiz contas de cabeça, havia uma estrela marcada por ti no dia 1 de Agosto no calendário colado á porta do teu cacifo. Sabia o que esse dia significava para ti, o que significava para nós. Faziam 12 anos desde o dia em que nos conhecemos. Podiaa mesmo usar isso a meu favor para preparar a surpresa ideal.
Não me orgulho do que fiz aseguir, mas era uma situação de vida ou morte. Fui até á escola e abri o cadeado do teu cacifo. Já te conheço tao bem que não foi dificil descobrir a combinação certa. No interior encontrei exatamente aquilo que precisava. O teu pequeno notebook portátil para onde passaste todos os teus diários manuscitos (só tu para fazeres isso!) desde que nos conhecemos, onde está basicamente tudo aquilo que viveste, pensaste e sentistes nos últimos 12 anos. Pequei nele e guardei-o no bolso pequeno da minha mochila, fechei tudo atrás de mim e corri para casa, pronto para preparar a supresa da tua vida.
Cada página que lia trazia-me á memória momentos que passámos juntos. Até as brincadeiras mais parvas estavam promenorizadamente descritas por ti. Era como se por um pouco voltasse atrás no tempo e vivesse todos aqueles momentos outra e outra vez.
Fui apontando as coisas mais importantes, promenores que tu sublinhavas ou rodeavas e que eu sabia que eram imprescendíveis. Tinha um plano montado, agora era só conseguir tudo a tempo. Decidi que não ía falar contigo até lá, ía-me custar muito, mas assim a surpresa ía ser ainda maior. Tinha que ser perfeito. No dia 31 de Julho deixei tudo pronto. Levantei-me cedo no dia aseguir por volta das 5h30 porque sabia que independentemente de que día fosse ías ser a primeira a sair de casa para a tua corrida matinal. Deixei uma pequena caixa. Era a 1ª pista... Só vendo o seu interior podías seguir até á próxima paragem. Estava escondida a uns metros da tua entrada onde te podesse ver, mas onde não me poderias ver a mim. Queria ter a certeza que corria tudo bem. Quando bateram as 6h em ponto no meu relógio de pulso lá estavas tu, pontual como sempre. Quase tropecaste na caixa aos teus pés. Pegaste nela e como previ antes de a abrires procuraste por algum tipo de endereço. Na base da caixa lia-se "Aqui começam as provas.". Sorriste, bom sinal, percebeste o que se passava. Abriste a caixa. A primeira coisa que tiraste foi uma tulipa roxa, a tua flor favorita, prendeste-a ao cabelo e tiraste por fim o papel dobrado em quatro que estava no fundo da caixa. Consegui ouvir-te a ler em voz alta "Vai até ao sítio onde guardas os teus segredos". És boa em charadas por isso sei que uma frase era suficiente. Comecei a correr até á escola para me certificar que tudo estava no sítio e mais uma vez escondi-me mesmo a tempo de te ver chegar. Correste até ao cacifo e abriste-o rapidamente, de lá saiu rapidamente um balão redondo e amarelo com um sorriso tal e qual o que tu ganhaste da primeira vez que fomos juntos á feira popular. Tiraste o segundo papel dobrado em quatro e mais uma vez leste em voz alta "Queres tentar ganhar mais uma vez?" antes mesmo de dizeres a última palavra corri até ao recinto da feira popular e escondi-me nuns arbustos perto da barraca onde íria tentar a sua sorte. Desta vez demorou um pouco mais, mas assim que chegou, correu até ás três bolas de ténis com que teria de derrubar 15 latas empilhadas . Com a primeira bola conseguiste derrubar cerca de 7 bolas mas agora elas estão mais afastadas vai ser mais dificil.Ela pegou na 2ª bola e reparou no papel que dizia " A 3ª pista vem com o derrubar da última lata." deu dois passos atrás e atirou a bola com toda a força derrubando praticamente todas as latas excepto uma. Estava a espera que ela pegasse na última bola mas em vez disso parou a olhar para a última lata que ainda balançava e que em poucos segundos caiu como se tivesse medo do olhos castanhos e fortes dela. Foi-lhe entregue a 3ª pista. Dentro de uma cixa beje, encontrou novamente um papel dobrado em 4 que ela leu "E que tal um mergulho? Mas cuidado qcom o sol!" e retirou do fundo da caixa um bilhete para as piscinas municipais e um protetor solar. Riu-se. Percebi que se lembrou do mesmo que eu. Numa tarde de calor em que ela insitiu deitar-se ao sol sem protetor com a justificação de se achar a mais pálida da turma. Parvoíces de adolescentes, e esta acabou num enorme escaldão que durou dias. Estava também na caixa um bilhete de autocarro para que podesse ir até ás piscinas. O autocarro saia daí a 5 minutos por isso ela correu até a paragem alí perto. Eu subi para a minha mota pus o capacete e acelarei até á próxima estação. Passava pouco das 7h15, por isso a piscina já estava aberta mas havia muito pouca gente tal como eu previa. Posicionei a 4ª pista e escondi-me na cabine dos nadadores-salvadores. Daí a 15 minutos chegou, viu de imediato a caixinha que boiava á beira da piscina e foi buscá-la. Desta vez só havia um pedaço de cartão e uma daquelas chupetas de morango que adoravamos quando eramos miúdos. O cartão dizia: "E se voltarmos aonde tudo começou?!"
Ouvi-a lê-lo e veio-me á cabeça a imagem daquela menina de 4 anos triste e confusa encostada num banco do parque do nosso bairro. Essa seria a última estação. Não havia muito mais que podesse fazer, se estas pequenas coisas não fossem suficientes o meu último recurso era esta última prova que nao estava dentro de nenhuma caixa e se nem isso funcionar não sei que queres que faça mais. Havia um táxi á espera de a levar até ao parque, eu fui á frente na minha mota, apanhei um atalho para ter tempo de preparar tudo antes que ela chegasse. Para esta última caixa assaltei velhos albúns de família. Juntei 12 fotos e empilhei-as num canto da caixa. No canto oposto, mais uma folha dobrada em quatro. Pousei a caixa no mesmo banco onde te encontrei há 12 anos atrás. Escondi-me o mais perto possível e esperei. Estava tão nervoso. As minhas mãos suavam e tremiam, o meu coração batia acelarado e respirava como se tivesse acabado de correr a maratona. Respirei para me tentar acalmar mas de repente, ali estavas tu, e o meu coração disparou outra vez. Vi-a abrir a caixa, pegou em cada uma das 12 fotos. Fotografias dos 12 aniversários em que eu estive. Fotografias onde estava representado aquele abraço que significa tudo aquilo que somos. Fui-me aproximando lentamente para que não me notasses. Parei a um passo de ti mesmo a tempo de te ouvir ler o último papel. "A única prova que te posso dar é este abraço que é eterno e vai ser sempre teu". E abracei-te. Como se fosse a primeira e a última vez!

sábado, 9 de junho de 2012

Simplesmente como tu...

Um dia, estava a passear na rua, um rapaz dirigiu-se a mim e perguntou-me:
"Olá miúda, de que é que eu preciso para te conquistar?"
Contei-te e tu perguntaste-me o que eu lhe respondi:
"Eu disse-lhe que precisava de ser como tu!"

terça-feira, 5 de junho de 2012

Dizem que é verdade. Que o que eu queria se tornou realidade. Mas é dificil para mim crer que é sequer possível. A tua indiferença parece tão maior comparada com o teu suposto "interesse".
Só ouvindo da tua boca poderia acreditar. E mesmo assim, o meu primeiro pensamento seria "É mais um estúpido sonho". Por isso... Vou continuar na minha dúvida e na minha incerteza... Talvez um dia desista. ;)